6 de novembro de 2012

PARA SABER

PARA ENTENDER MAIS;


As histórias têm memórias
Memórias literárias geralmente são textos produzidos por escritores que, ao rememorar o passado, integram ao vivido o imaginado. Para tanto, recorrem a figuras de linguagem, escolhem cuidadosamente as palavras que vão utilizar, orientados por critérios estéticos que atribuem ao texto ritmo e conduzem o leitor por cenários e situações reais ou imaginárias.
As narrativas, que têm como ponto de partida experiências vividas pelo autor no passado, são contadas da forma como são lembradas no presente. No caso da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, este é um aspecto importante a se considerar, uma vez que não se trata de texto autobiográfico.
Assim, os alunos precisarão aprender a escrever como se fossem o próprio entrevistado.

A entrevista

Planejar e realizar entrevistas
Você vai  entrevistar uma  pessoa e para produzir seu texto vai seguindo essa sequência de atividades.

Da entrevista ao texto de Memórias Literárias
Introdução

Objetivo:
Analisar, juntamente com os alunos, os procedimentos realizados para a transformação
de um trecho de entrevista em fragmento de memórias literárias (retextualização)

Retextualização
A produção de um novo texto com base num já existente é um processo de retextualização, que compreende operações que evidenciam como a linguagem funciona socialmente. Por isso, nessa atividade, devem ser consideradas as condições de produção, de circulação e de recepção dos textos. Quando a retextualização requer a passagem do oral para o escrito, envolve estratégias de eliminação (por exemplo, de marcas interacionais, hesitações) e inserção (por exemplo, de pontuação), substituição (por exemplo, de uma forma mais coloquial para uma mais formal), seleção, acréscimo, reordenação, reformulação e condensação (por exemplo, agrupamento de ideias).


Algumas dicas para escrever melhor.

A FIM DE / AFIM
A fim de é uma locução prepositiva que indica finalidade.

A ANOS / HÁ ANOS
Se é de tempo que falamos, usa-se para indicar tempo passado ( mesmo que “faz”).
Exs. dois meses Carlos não aparece. / Ele chegou da fazenda um ano
Usa-se a para indicar tempo futuro.
Exs. Daqui a dois anos ele se manifestará. / Ele voltará daqui a um ano.

ACERCA DE / HÁ CERCA DE
Acerca de é uma locução prepositiva, significando “a respeito de”.
Ex. Os advogados do casal discutiram acerca da divisão dos bens.
Há cerca de é uma expressão em que haver indica tempo decorrido, equivalente a “faz”.
Ex. Há cerca de uma semana, os advogados discutiram a divisão de bens.

AONDE / ONDE
Usa-se aonde com verbos que dão idéia de movimento. Equivale sempre a “para onde”.
Ex. Aonde você vai?
E com os verbos que não dão idéia de movimento emprega-se onde.
Ex. Onde estão os remédios?

CÂMARA / CÂMERA
A grafia câmara é sempre correta: Câmara Federal, música de câmara...
Quando quisermos referir ao aparelho que capta imagens e as reproduz, ou a pessoas que o utiliza, pode-se usar câmera: câmera fotográfica, câmera de vídeo.

COLORIR
O verbo colorir e defectivo. Não possui a 1ª. Pessoa do singular do presente do indicativo nem presente do subjuntivo.
Ex. Use pois, “eu estou colorindo”. Logo, não existe nem “eu coloro”(ô) nem “colóro”(ó).

DESTRATAR
Destratar significa “tratar mal”;
Distratar significa “romper um trato”.
Quando um contrato é rompido, o documento que se assina chama-se Distrato.
Então, a frase “Ele foi distratado pelo patrão está errada.” O certo é “Ele foi
destratado pelo patrão”.

DESCRIMINAR / DISCRIMINAR
Discriminar é “segregar, separar, listar”. Uma pessoa pode ser discriminada devido à sua religião, sua raça ou condição social ou cultural. Uma nota fiscal discriminada é aquela em que os itens estão“separados, instados"
Descriminar é inocentar, tirar a culpa de um crime, deixar de ser crime, alguns juristas preferem utilizar o neologismo Descriminalizar.

EMBAIXO / EM CIMA
Cuidado com a grafia destas palavras: embaixo temos uma única palavra, já o seu antônimo em cima deve ser grafado separado.

(AO) ENCONTRO / (DE) ENCONTRO
Ao encontro de” e “de encontro a”, são locuções antônimas. A locução ao encontro
de exprime conformidade, situação favorável.
Ex. Ele veio ao encontro dos meus desejos (=satisfez os meus desejos).
Já a locução de encontro a exprime oposição, choque;
Ex. Ele veio de encontro aos meus desejos (=contrariou os meus desejos).

ESTRESSE / ESTRESS
Palavra originária do inglês stress já devidamente aportuguesada, portando prefira sempre a grafia estresse.
Veja que da forma aportuguesada obtemos as formas derivadas: estressado, estressante, etc.

FÉRIAS
Entrar de ou em férias.   Tanto faz. É um caso facultativo.

FLUÍDO / FLUIDO
A palavra fluido, empregada como substantivo (“corpo grosso”) ou como adjetivo (“característica de certas substâncias líquidas ou grossas”), não tem acento. Já a palavra fluído, particípio passado do verbo fluir (c”correr”, “provir”, “derivar”), recebe acento agudo no i, que forma hiato.

FACE
A locução face a (às vezes mutilada, restando o simples vocábulo face), cujo emprego aumentou centuadamente de uns anos para cá, é uma construção estranha à língua portuguesa. A forma certa è em face de.

INVÉS / EM VEZ
Ao invés de significa “ao contrário de”.
Ex. Ao invés do que previu a meteorologia, choveu muito ontem.
Não confunda com em vez de, que quer dizer “no lugar de”.
Ex. Em vez de jogar basquete, preferimos ver o vídeo do casamento do Carlos.

HAJA VISTA
A expressão haja vista é invariável: haja vista o Brasil, que vai se recuperando da economia; haja vista as proporções do nosso crescimento populacional. Finalmente, há a forma haja vista a (Haja vista a estes magníficos exemplos) e ainda há quem faça concordância do verbo haver com o elemento que vem depois de vista: Hajam vista as dimensões do Brasil. Mas, repita-se: a mais usada é a forma invariável haja vista.

MAU / MAL
Ela em geral acorda de mau humor. O contrário de bom é mau; o contrário de bem é mal.
Então, se diz bom humor, deve-se dizer mau humor. 
Mau é um adjetivo. Sempre modifica um substantivo.
Já a palavra mal pode ocorrer como:
Substantivo: Isto é um mal necessário.
Advérbio: Eles cantam muito mal.
Conjunção: Mal cheguei, vi que ela estava triste.
Prefixo: As mal-amadas sempre são malcriadas.

MEU VER
Atenção: nessa locução não ocorre artigo. Portanto é a meu ver, e não ao meu ver.

MENOR / DE MENOR
Expressão popular largamente utilizada que significa “de menor de idade”, que ainda não atingiu a maioridade”. No padrão culto, deve-se utilizar a forma “menor de idade”. O mesmo vale para o antônimo de “maior”.
Exs. Ser menor de idade. Ser maior de idade.

NÍVEL
A nível de é um modismo que quase virou um abuso, podemos dizer. Evite-o. Em vez de: “Trata-se de uma portaria a nível de ministério”, diga simplesmente: Trata-se de uma portaria de ministério (ou ministerial).
Existe, porém, a expressão ao nível, que significa “a mesma altura”.
Ex. Santos está ao nível do mar.

A PAR / AO PAR
A par = estar ciente.
Ex. “Ele está a par de tudo”
Ao par = título ou moeda de valor idêntico:
Ex. “O câmbio está ao par”

PERDA / PERCA
Nunca se esqueça que perda é substantivo e perca é verbo.
Evite a perda de tempo para que você não perca dinheiro.
Não é correto dizer “perda a esperança”, nem reclamar das percas salariais.
Diga: - Perca a esperança... / - Perdas salariais...

PORQUE / POR QUE
Juntar as duas palavras – por e que – ou mantê-las separadas é matéria controvertida. A melhor norma prática a se seguir é esta: só juntar os dois elementos num único caso – quando se tratar de uma resposta ou de uma explicação; nos demais casos constituem a grande maioria, separar os dois elementos.

1) Por que
__Usa-se para fazer uma pergunta, direta ou indireta.
Exs. Por que você não me esperou? (pergunta direta)
Quero saber por que você não me esperou. (pergunta indireta)
__Emprega-se, também, para substituir pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais, por qual, por quais.
Exs. As dificuldades por que passei... (= pelas quais)
Ignoro por que razões ela fez isso. (= por quais)

2) Por quê
É também interrogativo e se emprega sempre que vier imediatamente seguido do sinal
de interrogação (na interrogação direta), ou de ponto final (na interrogação indireta). 

3) Porque
É empregado para dar uma resposta ou explicação.
Exs. Por que você não me chamou?
Não o chamei porque você estava ao telefone.
Não comprei a casa porque ela é muito pequena.
Deixem-me ir agora, porque já estou atrasado.

4) Porquê
Trata-se de um substantivo, sinônimo de “causa”, “razão”, “motivo”. É por isso que vem precedido de artigo, o, os ou um.
Exs. As crianças querem saber o porquê de tudo.
Tudo na vida tem um porquê,
A ciência procura os porquês dos fenômenos.

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