A fim de é uma locução prepositiva que indica
finalidade.
A ANOS / HÁ ANOS
Se é
de tempo que falamos, usa-se há para indicar tempo passado ( mesmo que “faz”).
Exs.
Há dois meses
Carlos não aparece. / Ele chegou da fazenda há um ano.
Usa-se
a para
indicar tempo futuro.
Exs.
Daqui a dois anos
ele se manifestará. / Ele voltará daqui a um ano.
ACERCA DE / HÁ CERCA DE
Acerca de é uma locução
prepositiva, significando “a respeito de”.
Ex.
Os advogados do casal discutiram acerca da divisão dos bens.
Há cerca de é uma expressão em que
haver indica tempo decorrido, equivalente a “faz”.
Ex. Há cerca de uma semana, os
advogados discutiram a divisão de bens.
AONDE / ONDE
Usa-se
aonde com verbos
que dão idéia de movimento. Equivale sempre a “para onde”.
Ex. Aonde você vai?
E
com os verbos que não dão idéia de movimento emprega-se onde.
Ex. Onde estão os remédios?
CÂMARA / CÂMERA
A
grafia câmara é sempre
correta: Câmara Federal,
música de câmara...
Quando
quisermos referir ao aparelho que capta imagens e as reproduz, ou a pessoas que
o utiliza, pode-se usar câmera: câmera fotográfica,
câmera de vídeo.
COLORIR
O
verbo colorir e
defectivo. Não possui a 1ª. Pessoa do singular do presente do indicativo
nem presente do subjuntivo.
Ex.
Use pois, “eu estou colorindo”. Logo,
não existe nem “eu coloro”(ô)
nem “colóro”(ó).
DESTRATAR
Destratar significa “tratar mal”;
Distratar significa “romper um
trato”.
Quando
um contrato é rompido, o documento que se assina chama-se Distrato.
Então,
a frase “Ele foi distratado pelo
patrão está errada.” O certo é “Ele foi
destratado pelo patrão”.
DESCRIMINAR / DISCRIMINAR
Discriminar é “segregar, separar,
listar”. Uma pessoa pode ser discriminada devido à sua
religião, sua raça ou condição social ou cultural. Uma nota fiscal discriminada é aquela
em que os itens estão“separados, instados"
Descriminar é inocentar, tirar a
culpa de um crime, deixar de ser crime, alguns juristas preferem
utilizar o neologismo Descriminalizar.
EMBAIXO / EM CIMA
Cuidado
com a grafia destas palavras: embaixo temos uma única palavra, já o seu antônimo
em cima deve
ser grafado separado.
(AO) ENCONTRO / (DE) ENCONTRO
“Ao encontro de” e “de encontro a”, são locuções
antônimas. A locução ao encontro
de exprime conformidade, situação favorável.
Ex.
Ele veio ao encontro dos
meus desejos (=satisfez os meus desejos).
Já a
locução de encontro a exprime oposição, choque;
Ex.
Ele veio de encontro aos
meus desejos (=contrariou os meus desejos).
ESTRESSE / ESTRESS
Palavra
originária do inglês stress já devidamente aportuguesada, portando prefira sempre
a grafia estresse.
Veja
que da forma aportuguesada obtemos as formas derivadas: estressado,
estressante, etc.
FÉRIAS
Entrar
de ou em férias. Tanto
faz. É um caso facultativo.
FLUÍDO / FLUIDO
A
palavra fluido, empregada
como substantivo (“corpo grosso”) ou como adjetivo (“característica
de certas substâncias líquidas ou grossas”), não tem acento. Já a palavra fluído, particípio passado do verbo fluir (c”correr”,
“provir”, “derivar”), recebe acento agudo
no i, que forma hiato.
FACE
A
locução face a (às vezes
mutilada, restando o simples vocábulo face), cujo emprego aumentou centuadamente de uns anos para cá, é uma construção estranha à língua portuguesa. A
forma certa è em face de.
INVÉS / EM VEZ
Ao invés de significa “ao contrário
de”.
Ex.
Ao invés do que
previu a meteorologia, choveu muito ontem.
Não
confunda com em vez de,
que quer dizer “no lugar de”.
Ex. Em vez de jogar basquete, preferimos ver o vídeo do
casamento do Carlos.
HAJA VISTA
A
expressão haja vista é invariável:
haja vista o Brasil, que vai se recuperando da economia;
haja vista as proporções do nosso crescimento populacional. Finalmente, há a forma
haja vista a (Haja vista a estes magníficos exemplos) e ainda há quem faça concordância
do verbo haver com o elemento que vem depois de vista: Hajam vista as dimensões
do Brasil. Mas,
repita-se: a mais usada é a forma invariável haja vista.
MAU / MAL
Ela
em geral acorda de mau humor. O
contrário de bom é mau; o
contrário de bem é mal.
Então,
se diz bom humor, deve-se dizer mau humor.
Mau é um adjetivo. Sempre modifica um
substantivo.
Já a
palavra mal pode
ocorrer como:
Substantivo: Isto é um mal
necessário.
Advérbio: Eles cantam muito mal.
Conjunção: Mal cheguei, vi que ela estava triste.
Prefixo: As mal-amadas sempre são malcriadas.
MEU VER
Atenção:
nessa locução não ocorre artigo. Portanto é a meu ver, e não ao meu ver.
MENOR / DE MENOR
Expressão
popular largamente utilizada que significa “de menor de idade”, que ainda não
atingiu a maioridade”. No padrão culto, deve-se utilizar a forma “menor de
idade”. O
mesmo vale para o antônimo de “maior”.
Exs.
Ser menor de idade. Ser maior de idade.
NÍVEL
A nível de é um modismo que quase
virou um abuso, podemos dizer. Evite-o. Em vez de: “Trata-se
de uma portaria a nível de ministério”, diga simplesmente: Trata-se de uma
portaria de ministério (ou ministerial).
Existe,
porém, a expressão ao nível,
que significa “a mesma altura”.
Ex.
Santos está ao nível do mar.
A PAR / AO PAR
A par = estar ciente.
Ex. “Ele
está a par de tudo”
Ao par = título ou moeda de valor idêntico:
Ex. “O
câmbio está ao par”
PERDA / PERCA
Nunca
se esqueça que perda é
substantivo e perca é verbo.
Evite
a perda de tempo para que você não perca dinheiro.
Não
é correto dizer “perda a esperança”, nem reclamar das percas salariais.
Diga:
- Perca a
esperança... / - Perdas salariais...
PORQUE / POR QUE
Juntar
as duas palavras – por e que – ou mantê-las separadas é matéria controvertida.
A melhor
norma prática a se seguir é esta: só juntar os dois elementos num único caso – quando
se tratar de uma resposta ou de uma explicação; nos demais casos constituem a grande
maioria, separar os dois elementos.
1) Por que
__Usa-se para fazer uma pergunta, direta ou indireta.
Exs.
Por que você
não me esperou? (pergunta direta)
Quero
saber por que você
não me esperou. (pergunta indireta)
__Emprega-se, também, para substituir pelo qual, pelos quais, pela
qual, pelas quais, por
qual, por quais.
Exs.
As dificuldades por que passei...
(= pelas quais)
Ignoro
por que razões
ela fez isso. (= por quais)
2) Por quê
É
também interrogativo e se emprega sempre que vier imediatamente seguido do
sinal
de
interrogação (na interrogação direta), ou de ponto final (na interrogação
indireta).
3) Porque
É
empregado para dar uma resposta ou explicação.
Exs.
Por que você não me chamou?
Não
o chamei porque você estava
ao telefone.
Não
comprei a casa porque ela é muito
pequena.
Deixem-me
ir agora, porque já estou
atrasado.
4) Porquê
Trata-se
de um substantivo, sinônimo de “causa”, “razão”, “motivo”. É por isso que vem
precedido de artigo, o, os ou um.
Exs.
As crianças querem saber o porquê de tudo.
Tudo
na vida tem um porquê,
A ciência procura os porquês dos fenômenos.